Por que escrever e publicar um livro mudou toda minha vida?

Lorene Patigra na lancha


Será que depois de escrever e publicar um livro, sua vida mudará em todos os sentidos? Quer saber a verdade nua e crua? Vou te contar…

Sabe quando você tem um sonho e acredita que se realizá-lo será o melhor dia da sua vida?

Eu sonhava com isso!

Ou seja, sonhava com o dia em em que iria segurar o livro que escrevi e publiquei em minhas próprias mãos.

Claro, eu sonhava também com o dia dos meus primeiros autógrafos.

Mas, você já deve saber que não basta apenas sonhar com o que se deseja, precisamos tornar isso real, não é verdade?


A coragem é fundamental para ser escritor


Eu nasci gostando de livros!

Infelizmente, isso me fez preferir os gibis, as revistas, os cadernos, diários, agendas e tudo que tivesse um papel no lugar de um ser humano.

Talvez isso explique porque eu também preferia o papel e a caneta do que um vídeo game ou brincadeiras de pique pega.

Apesar dessa realidade, um pouco solitária, foi também o que me fez devorar leituras de 350 páginas em um simples final de semana.

Além disso, certamente, foi o que me fez escrever cerca de 10 livros antes dos 20 anos de idade.

Houveram muitos prós e contras nessa jornada.

Afinal, se você é como eu, vai entender que nada me fazia tão bem quanto sentar e explorar meus pensamentos naquela folha em branco.

Até porque aquele era o momento em que minha alma ganhava tranquilidade e meu coração parecia ser compreendido por minha mente.

Isso significa que desde que aprendi a ler e escrever, eu sentia que essa era a melhor coisa do mundo.

Porém, foi duro aceitar que escrever por hobby é totalmente diferente de escrever visando uma carreira.


Escrever e publicar um livro dá dinheiro?


Pois é, durante toda minha infância e adolescência, meus diários sempre foram meus melhores amigos.

Os personagens da Turma dos Karas, do Pedro Bandeira e da Turma dos Tigres, de Thomas Brezina, eram meus grandes colegas de rotina.

Eu achava incrível ler algo que me teletransportava para qualquer lugar do mundo, compreende?

E tanto fui me apaixonando por livros que meio que foi virando uma obsessão eu também conseguir escrever algo de valor.

Imagina, eu, escritora?!

Imagina… eu conseguindo escrever algo que pudesse impactar a vida de um ser humano?

Então, de leitora, eu passei a sonhadora, alguém que sonhava diariamente com o dia em que iria escrever e publicar uma obra de valor para o mundo!

Mas, se você já teve esse sonho, já deve ter escutado coisas assim, não?


1. Escrever e publicar um livro não dá dinheiro!

2. Escrever não é profissão, escrever é passa tempo!

3. Escritor não ganha dinheiro em países como Brasil!


Coisas que um escritor vai precisar sacrificar


Foi assim que comecei a entender que se quisesse ser escritora precisaria sair do papel de leitora para assumir o de autora.

Principalmente, o de autora da minha própria história.

Ali, no 3˚ ano do Ensino Médio, eu reconheci que minha vida seria bem diferente daquelas pessoas que tinham uma faculdade para cursar.

No ano de 2006, sequer haviam cursos ou formações para se ser escritor no Brasil.

Meus colegas iriam se inscrever na faculdade para Direito, Jornalismo, Odontologia, Medicina, Farmácia…

Mas, e eu? Onde eu iria para ser escritora?

Quem ou o quê me ajudaria a publicar minhas histórias?

Não havia colégios para escritores!

Não existiam faculdades!

Editoras pareciam inacessíveis e eu não fazia a mínima ideia de por onde deveria começar.

Como dizia Ernest Hemingway:

“Escrever não é nada demais. Só o que eu faço é me sentar à máquina de escrever e sangrar.”

Resumindo, ali, antes dos 18 anos, eu já sabia que seria preciso sacrificar algumas coisas para realizar o sonho de escrever e publicar um legado para o mundo.


Você está disposto a pagar o preço para escrever e publicar seu livro?


Essas são terríveis e poderosas desculpas que as pessoas usam para não realizar o sonho de escrever:

“Eu não tenho tempo”. Mas… o tempo é o mesmo para todo mundo, não é?

“Não sei se o que estou escrevendo é bom”. E como você saberá sem tentar?

“Eu não sei por onde começar”. E quem poderá garantir que existe um caminho ideal para isso?

Você está acompanhando esse raciocínio?!

Algumas pessoas vão parar por aqui porque vai parecer muito difícil a trajetória de colocar a ideia que elas têm na cabeça no papel.

Outras vão começar como eu:

Em outro estado, outra cidade, depois de vender todos os móveis do quarto para tentar se escritora em uma região que parecia valorizar melhor os livros.

Ou ainda haverão outros que farão 3 faculdades e abandonarão as 3, porque em seus corações, assim como no meu, minha alma só vibrava com a ideia de ser escritora.

E está tudo bem.

Mesmo que você comece uma universidade atrás da outra, ou uma história atrás da outra, a única pergunta que precisará responder para si mesmo é a seguinte:

Será que você está disposto a pagar o preço para escrever e publicar seu livro?


Foi o preço mais alto que paguei em minha vida


Sinceramente, nada custou tão caro quanto sonhar desde criança com o dia em que eu viveria completamente do que escrevo.

Abandonei minha 1˚ faculdade de jornalismo, na ALFA, mesmo me destacando em várias matérias dentro dela.

Depois, abandonei minha 2˚ faculdade de ciências sociais, na UFG, para fazer serviço social na UFSC e poder ajudar as pessoas mais necessitadas.

Por último, larguei também minha 3˚ faculdade, que acabou sendo a própria UFSC, mesmo tirando nota máxima na prova de redação e me tornando monitora logo no 1˚ semestre.

Mesmo me destacando rapidamente no meio universitário, com notas excepcionais e um índice acadêmico que beirava os 9,5, eu ABANDONEI TUDO ISSO porque a única coisa que queria era ser ES-CRI-TO-RA.

Aliás, eu diria que precisei abandonar.

Na boa, não acredito que dava para equilibrar minha rotina de escritora com o de universitária, não se eu quisesse viver 100% de escrita como sonhava.

Eu acordava às 7h da manhã e ia trabalhar em um restaurante como garçonete. Ficava lá das 9h às 16h.

Entrava na faculdade às 18h, saía às 22h, ia de bicicleta para casa, para o trabalho e para a facu porque precisava economizar o dinheiro do ônibus para pagar melhor o aluguel.

Então, eu tomava banho e começava a escrever por volta da meia noite.

Escrevia até as 2h, 3h da madrugada, isso quando não tinha que vender bombons para melhorar a renda ou fazer as redações e trabalhos de casa dos colegas em troca de dinheiro.

Portanto, sim, eu paguei um preço muito alto sonhando com o dia em que publicaria o livro que estava escrevendo em minha caderneta de garçonete.


Vale a pena ser escritor em um país como o Brasil?


Será que vale a pena passar por tudo isso?

Bom, essa foi a minha trajetória: eu larguei faculdades, corri atrás de editoras, ouvi MILHARES desses “nãos”:

Isto é, não vale a pena! Não compensa! Não vai dar certo!

Tentei concursos, patrocinadores, gráficas e tudo mais que existe no mercado!

Mas, você quer saber minha resposta sincera depois de passar por todas essas coisas?

Quando segurei meu 1˚ livro impresso em minhas mãos, eu lembro que comecei a chorar.

Foi um choro solitário, quase que necessário e profundo.

Uma mescla de gratidão, reconhecimento e felicidade.

Ao mesmo tempo, uma mistura de lembranças das vezes em que eu havia ficado até amanhecer o dia escrevendo.

Ou deixado de comer para juntar dinheiro e comprar um computador.

Sei lá, foram tantas coisas que enfrentei para ser escritora que, quando o livro chegou…

Uau… não tinha ninguém ali, era só eu e o livro TRILHOS QUEBRADOS em minhas mãos.

E eu nem sei explicar, com todo o meu vasto vocabulário de escritora, o que eu senti naquele momento.

Eu olhei para aquele livro e ele estava ali, bem ali, em minhas mãos. Aquilo era real, entende?!

Naquele instante, tudo, exatamente tudo, valeu muito a pena até porque, TRILHOS QUEBRADOS foi o 1˚ livro que segurei nas mãos e foi a história dele que eu havia escrito na caderneta de garçonete.

Quando eu folhei “Entre o espelho e eu” pela 1˚ vez, então… sério, impossível descrever a emoção, porque eu havia sonhado muito com o dia em que seguraria meu 1˚ thriller nas mãos!

Entre o espelho e eu - lorene patigra


O que dizer para quem sonha em viver das histórias que deseja escrever e publicar?


Não foi apenas o fato de escrever e publicar um livro que mudou toda a minha vida.

Muito antes de segurar TRILHOS QUEBRADOS nas mãos, ficou claro para mim que todas as escolhas que eu fazia envolviam o meu sonho de ser escritora.

Afinal, se eu iria morar em uma cidade, comer algo, conhecer alguém, fazer um passeio…

Tudo era associado a ideia de ter uma boa história para contar.

A cadeira que eu sentaria para escrever, o tipo de escritório que sonhava trabalhar, o computador em que iria escrever…

Tudo passou a girar em torno do meu sonho de escrever um livro inspirador para o mundo.

Por isso, posso dizer que não apenas o fato de, literalmente, segurar meu livro impresso nas mãos mudou minha vida, mas, sobretudo, sonhar com este dia, mudou tudo para mim.

Foram os meus pequenos e grandes sonhos de me efetivar como escritora que me permitiram chegar até aqui.

Em um ponto da minha história onde tenho 23 livros solos que já segurei em minhas mãos, além de tantos outros que já ajudei a escrever e publicar para meus clientes e alunos.

Portanto, com certeza, meu preço de noites em claros, de muitas críticas e milhares de “nãos” foi um preço muito alto!

Mas, com certeza, eu o pagaria de novo porque, sim, sim e sim: foi e ainda é o que move a minha alma.

Escrever e publicar minhas histórias e ajudar pessoas a escreverem e publicarem seus livros sempre será o combustível que revigora meus dias.

Inclusive, estar sempre buscando essas histórias espalhadas pelo mundo… o que poderia ser mais divertido do que isso?

Com muito carinho, assim escrevi e, assim, publiquei.

Eu volto… eu demoro, mas sempre volto.

Lorene Patigra O Fator Best Seller

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